terça-feira, 28 de setembro de 2010

PERMACULTURA....

Hoje em dia, é tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil nos identificarmos com alguém, com algum tema, com alguma instituição. É dífícil dizer que gostamos de algo, com certeza, e ainda, saber o por que gostamos. Quando nos identificamos com algo...nos encontramos; a tempo tentava encontrar algo que nem mesmo sabia...na verdade sabia, mas encontrava...nem entendia. Quando nos identificamos com algo...desejamos fazer parte desse contexto. Mesmo quando temos nossas concepções filosóficas, político-partidárias, morais, éticas...mesmo quando temos nossas ideologias, utopias, sonhos, devaneios....sempre há um espaço vazio a ser preenchido. Acredito que encontrei na permacultura uma das minhas identidades, realmente me identifiquei com a permacultura...irei me aprofundar nela...Sempre fiz parte da permacultura...mas não sabia disso ainda. O estilo de vida dos permacultores me atrai...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

LEMBRANÇAS...DE BOÊMIOS...

Após mais uma noite de intensa chuva, regada a muitas bohemias e carne de peixe, embaladadas por músicas da mais pura boemia; fazem com que qualquer boêmio assumido como eu... reflita...Tendo como base o comentário de um amigo, "por que quando escutamos alguma música logo lembramos de um amor do passado?", interessante isso...a maioria dos boêmios que conheço ao escutar determinadas músicas não lembram de sua mulher ou namorada atual, e sim, de algum amor do passado, as lembranças fluem. A maioria dos boêmios tem em seu pensamento... um amor do passado, sempre com desejo de revivê-lo, nem que ao menos por uma noite...sempre com aquele discurso "há se eu tivesse aproveitado mais momentos com ela", "como ela era gente boa", "como era gostosa", "era uma máquina na cama", "mulher como aquela nunca mais", "com aquela eu até casaria","se eu não fosse comprometido", "pena que ela só pensa em casar". Boêmios e bohemias.... que mescla, que junção. Boêmios e suas lembranças...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A CAMPANHA CONTINUA....

Ontem foi mais um dia intenso de atividades....fizemos uma panfletagem juntamente com o vereador e candidato Juliano Roso e o Deputado Raúl Carrion em Frederico Westhpalen, como se diz na gíria política, um "corpo a corpo". Percorremos todas as ruas do centro, dando atenção especial aos lojistas; após nos dirigimos a empresa Mabela. No final da tarde, realizamos mais uma panfletagem em frente a URI, interessante perceber a quantidade de estudantes de Santa Catarina que estudam nessa instituição. À noite nos dirigimos para uma comunidade do interior de Erval Seco, depois de 40 minutos perdidos, achamos o local. A campanha continua.....

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CAMPANHA CONTRA AS BASES MILITARES

Cresce a campanha contra as bases militares na América Latina
Dezenas de entidades do movimento popular brasileiro e latino-americano estão organizando a Campanha Continental Fora as Bases Militares Estrangeiras, exigindo respeito à soberania nacional dos países da América Latina e Caribe, o respeito à aspiração dos povos e à decisão dos governos democráticos e progressistas de manter a região como uma área de paz no mundo.
Com a ascensão das lutas democráticas e patrióticas dos povos, o imperialismo estadunidense tenta organizar a contra-ofensiva para tentar reverter as conquistas alcançadas nos últimos anos pelo movimento anti-imperialista. Esta contra-ofensiva é feita através do meio preferencial da superpotência do norte: a militarização e a ameaça de guerra: relançou a Quarta Frota, instalou as bases militares na Colômbia e prepara-se para fazer o mesmo na Costa Rica e no Panamá.

A presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, que tem percorrido os países da América Latina e Caribe para lançar e organizar a campanha, diz:”Mais do que nunca os povos precisam se levantar contra as ameaças de intervenção e guerra. A paz é indispensável para consolidar a vida democrática e alcançar o progresso social”.

A campanha é coordenada pelas seguintes entidades: Conselho Mundial da Paz, Aliança Social Continental, Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, Jubileu Sul das Américas, Encontro Sindical Nossa América, Grito dos Excluídos, Campanha pela Desmilitarização das Américas, Organização Continental Latino-americana dos Estudantes, Serviço Paz e Justiça, Federação Democrática Internacional das Mulheres e Compa.

Da Redação
Extraído do site www.vermelho.org.br

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CAMPANHA À MIL....

Esse final de semana, mais o feriadão, foi de intensa campanha eleitoral. Percorremos mais de mil quilômetros acompanhando o Juliano Roso e Tarso Genro. Estivemos em Ronda Alta, Rondinha, Liberato Salzano, Nonoai, Sarandi, Palmeira das Missões, Frederico Westphalen, Tenente Portela Três Passos, Horizontina e outras cidades....A semana promete mais....

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

DISTANTE....

Em D'iamargar a vida segue em passos largos para o vazio...para nada. O entendimento de mundo cai por terra quando o mundo não tem mais entendimento...Quando a esperança é a única saída...e o esperar é o único sopro de vivacidade, é por quê a situação tornou-se extremamente desastrosa. Dar tempo ao tempo é de uma agonia quase insuportável...angustiante. O andar contra o planejar...o caminhar ao invés de voar...a estrada chama, clama, implora....os pés, a mente já estão distantes... e tão perto.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A CULPA É DAS MULHERES

David Coimbra*

A Bíblia prova o que digo. Ao menos o trecho sobre Adão & Eva, o Jardim do Éden e talicoisa.

Você sabe o que digo: a Civilização é obra feminina. Estamos aqui, vivendo em cidades, bebendo água em copos de plástico, usando cuecas, comendo cheesecake, por causa das mulheres. ELAS nos convenceram de que ia ser bom. Fosse por nós, homens, continuaríamos com a doce vida nômade, a vida caçadora e coletora. Continuaríamos selvagens, como ainda somos nos escaninhos mais remotos dos nossos corações. Continuaríamos felizes.
Felizes, sim. Em primeiríssimo lugar, porque não havia trabalho. Caçadas não podiam ser consideradas trabalho. Eram diversão. Os homens saíam em bandos, cercavam um mamute lanudo, abatiam-no a pedradas e golpes de tacape, e depois ficavam churrasqueando e contando vantagem. Quando voltavam para a clareira onde haviam deixado as mulheres e os filhos, elas, as mulheres, os esperavam com muitos frutos e raízes na panela e pouca roupa no corpo rijo de fêmeas habituadas a longas caminhadas. Os homens se sentavam em torno da fogueira, narravam suas aventuras, agora com detalhes aumentados de façanhas e heroísmos, e depois era aquela festa. Ninguém era de ninguém. Não existia monogamia, não existia casamento, não existia fidelidade, não existia isso de mulher ficar fuçando no celular do homem para descobrir quem ligou na noite anterior.
Esse era o Paraíso. Não sou eu quem o afirma; é a Bíblia. Adão e Eva eram caçadores e coletores. Eram nômades a vagar alegremente pela vasta área do Jardim do Éden. Eram, como já disse, felizes.
O que aconteceu para que tudo se transformasse?
Aconteceu que a mulher fez o homem mudar.
A história está toda lá, nas entrelinhas da lenda do Gênesis. Quer ver?
Prova número 1: o que significa a maçã do conhecimento que Eva oferece a Adão?
Resposta: significa a Civilização.
Eva, a mulher original representando todas as mulheres originais, convence Adão, o homem original representando todos os homens originais, a se civilizar. O que, então, tem de fazer Adão? Tem de trabalhar, o que, além de ser um apanágio da Civilização, é um castigo divino. Deus, claramente, desgosta da Civilização. Queria o homem no Paraíso, nu, desocupado e feliz.
Mas Adão deixou-se levar por Eva e já seus filhos são civilizadíssimos: Caim é agricultor; Abel, pastor. São tão civilizados que um mata o outro por inveja, uma das mais marcantes características da Civilização.

Prova número 2: ao se civilizarem, Adão e Eva sentem vergonha de andar nus e cobrem as partes pudendas com folhas de parreira. A imagem é óbvia: com a Civilização, o sexo, antes livre e sem culpa, torna-se tabu. Agora, o sexo não é mais diversão. É pecado.
Tudo por causa da mulher.
Nós homens, nós fomos domesticados. A centelha de liberdade selvagem que ainda subsiste no fundo de nossa alma, essa centelha só reluz em momentos especiais. Um deles é o esporte. Sobretudo o futebol, uma reprodução da vida gregária dos tempos do nomadismo, quando os homens saíam em bandos para encontrar alimento, sim, mas principalmente para se divertir. O futebol serve para esse extravasamento da alma masculina. Serve para a diversão. Para que voltemos às origens.
Vendo as cenas do Maracanã lotado com Vasco versus Fluminense, os cariocas rindo e brincando, vi ali a essência do futebol. Vi ali a diversão pura. E a invejei. O belicismo amargo de gremistas e colorados não tem nada a ver com diversão, não tem nada a ver com nosso espírito ancestral de camaradagem e lealdade masculina. Não. Essa disputa tensa e cansativa é típica da Civilização inaugurada com o homicídio de Abel por Caim. É maniqueísta. É tola. E, pior, não é nada divertida.

* Extraído do Blog do David Coimbra