quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MEDO DE GOSTAR....

Ontem a noite, após mais uma sessão de Bohemias, juntamente com um "amigo" abordamos o temor que as pessoas tem em viajar, passear, sair de casa, sair da rotina. Chegamos a uma conclusão óbvia: o cotidiano acomoda as pessoas. Sair da rotina causa medo, muitos temendo esse medo, acabam se acomodando ainda mais. Chegamos ainda a mais uma conclusão: as pessoas que viajam, que frequentam bares e restaurantes, que vão as festas, a campings..são sempre as mesmas, são uma minoria. Onde estão o restante das pessoas? a maioria? de casa para o trabalho...do trabalho para casa..assistir TV...e comer. E não se trata de uma questão de dinheiro, mas sim de hábito, de costumes. Espero que essa conversa tenha ajudado meu "amigo", ele estava em dúvida se iria ou não viajar para o Mato Grosso, ele tem 25 anos e nunca saiu do Rio Grande. Ele não estava com medo da viagem, mas sim tinha temor em gostar do Mato Grosso e não querer voltar mais. Convenci ele em viajar, espero que goste...espero que não volte. Após uma viagem longa nunca mais somos os mesmos. A acomodação deixa de fazer parte de nossa vida. Perde-se o medo de gostar...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

QUEM AINDA SEGUE O QUE DIZ BENTO 16?

Com todo respeito aos fiéis seguidores da Igreja Católica Apostólica Romana, entre os quais me incluo (o autor, não eu), mas não dá para ficar calado diante das últimas manifestações do papa Bento 16 sobre o que podemos ou não fazer nas nossas vidas.


Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

No meio do bestialógico publicado ou levado ao ar neste final de semana sobre as declarações dadas num livro-entrevista, como se alguém ainda estivesse interessado em ouvir o que pensa e diz este papa, salva-se a carta do leitor Renato Khair, publicada na Folha desta segunda-feira:
“Se o papa Bento 16 e a Igreja Católica são a favor ou contra o uso da camisinha (ou do aborto ou da união entre pessoas do mesmo sexo) é absolutamente irrelevante e não deveria fazer a menor diferença”.

É o mesmo que penso a respeito deste assunto, como se a palavra do papa continuasse sendo lei a ser obedecida cegamente por todos os católicos. Seus novos “mandamentos” sobre o uso da camisinha são de tal forma fora de tempo e de lugar, de propósito e de sentido, que o sumo pontífice mereceria uma advertência dos editorialistas do Estadão, como já aconteceu em outros tempos, quando a Igreja Católica defendia os perseguidos pelo regime militar.

Qual o efeito prático de tanto barulho em torno da manifestação papal sobre o uso de camisinhas? Vai mudar alguma coisa? Já posso imaginar os sindicatos de prostitutas em todo o mundo convocando assembléias extraordinárias. Gigolôs em polvorosa. Farmácias e camelôs providenciando reforço nos estoques de preservativos e indústrias comprando novos equipamentos para aumentar a produção.

Depois da sua extemporânea e infeliz intromissão na recente eleição presidencial brasileira, em que ressuscitou a questão do aborto, já estaria na hora de alguém mais próximo ao papa recomendar-lhe um bom repouso, antes de voltar a se manifestar sobre o uso de preservativos por prostitutas, o que obrigou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, a sair dos seus cuidados e vir a público no final de semana para “explicar” o que Bento 16 queria mesmo dizer.

“No raciocínio do papa, está claro que não se trata de uma mudança revolucionária”, mas de uma “visão compreensiva”, para levar uma humanidade “culturalmente muito pobre rumo a um exercício mais humano da sexualidade”, disse Lombardi, em nota distribuída pelo Vaticano. Ah, bom…

Sempre me pergunto o que padres, bispos e papas entendem deste assunto, já que estão condenados ao celibato eterno, a ponto de dar lições de moral a nós pecadores, ainda mais depois das reiteradas denúncias da prática de pedofilia envolvendo religiosos que agora vêm a público. Não seria mais razoável cuidar primeiro do seu próprio quintal?

No livro-entrevista publicado pelo jornalista alemão Peter Seewald, o papa disse que não ficou “totalmente surpreso” com os escândalos dos padres pedófilos, mas que a repercussão do caso provocou-lhe “um choque enorme”.

Menos mal que Bento 16, nesta mesma entrevista, tenha questionado a infabilidade papal — “já que um pontífice também erra” — como ele mesmo tem feito questão de provar desde que assumiu o trono de Pedro.

“Obviamente, o papa pode se equivocar. Ser papa não significa se considerar um soberano cheio de glória, mas alguém que dá testemunho do Cristo crucificado”, afirmou ainda o papa alemão. Aos 83 anos, ele admite que “as forças vão diminuindo”, o que sugere aplicar a ele o mesmo ”silêncio obsequioso” que recomendou ao frade franciscano Leonardo Boff, meu bom e velho amigo, antes de expulsá-lo da igreja.

Diante da contínua perda de fiéis para outras denominações religiosas, seria de bom senso recomendar ao chefe da Igreja Católica, que disse não pensar em renúncia, para ocupar seu tempo mais com o seu público interno para saber o que acontece nas sacristias e menos em dar lições de moral ao rebanho.

Como bem diz o leitor Renato Khair:
“É realmente espantoso que, em pleno século 21, milhões de pessoas ainda abram mão da sua liberdade de escolha, de sua racionalidade, de suas convicções íntimas e aceitem que alguma suposta autoridade (papa, igreja, presidente, general) lhes diga o que é certo ou errado e como devem viver as suas próprias vidas”.

Extraído do site: www.vermelho.org.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TRIUNFO DAS NULIDADES

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Essa frase acima foi pronunciada por Rui Barbosa, em 1914; e é impressionante como é atual. Essa frase resume o sentimento de muitas pessoas em D'iamargar. Cada vez mais entendo o descrédito da população brasileira com os políticos, realmente é de assustar o grau de incoerência e de incapacidade, e acima de tudo de ignorância. Todo político deveria fazer um teste antes de entrar na carreira política; seriam analisados dois pontos essenciais: 1º se é ou não corrupto, 2º se é capaz ou incapaz de atuar na politica. O problema é quando esses dois pontos juntam-se nas mesmas pessoas. E isso acontece...infelizmente. Vou dar uma de Nostradamus. Pelos meus cálculos D'iamargar levará em torno de 15 ou 20 anos, para ter no Poder administradores sérios, honestos e capazes de governar. Enquanto isso muita luta...muita esperança...muita torcida. Quem aguentar a pressão...verá.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

UM IMPÉRIO EM GUERRA CONTRA A VERDADE E A LIBERDADE DE IMPRENSA

Autoridades estadunidenses não escondem o alívio e a alegria com a prisão do fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, ocorrida terça-feira (7) em Londres. “É uma boa notícia”, comemorou o secretário de Defesa dos EUA, Roberts Gates, em visita ao Afeganistão, palco de mais uma guerra insana desencadeada pelo império com o apoio das potências europeias.
O ódio despertado na maior potência capitalista do planeta pelas verdades inconvenientes reveladas pelo Wikileaks lembra o macartismo dos anos 1950, ao mesmo tempo em que sinaliza o avanço político das forças conservadores e de extrema-direita no país. A ex-governadora do Alasca e candidata a vice-presidente pelo Partido Republicano nas últimas eleições presidenciais, Sarah Palin, comparou Assange a Obama Bin Laden. Colunistas como Jonah Goldberg, da National Review, entre outros, apelam ao assassinato puro e simples do jornalista. “Por que Assange não foi estrangulado no seu quarto de hotel anos atrás?”, indagou em artigo reproduzido recentemente numa rede de jornais.

Hipocrisia

Os documentos secretos divulgados pelo Wikileaks até o momento não contêm grandes novidades nem informações que pudessem comprometer a segurança dos Estados Unidos, como reconheceu o próprio secretário de Defesa em carta encaminhada ao congresso. Isto não significa que sejam irrelevantes, pois sem dúvidas colaboram para evidenciar os reais motivos e interesses que orientam a diplomacia imperial, cada vez mais agressiva e belicosa.
Respaldados por um poderoso aparato mediático, que compreende a cumplicidade da mídia golpista da América Latina, os imperialistas americanos gostam de mascarar sua política reacionária com falsos sermões sobre defesa da democracia, bem como da liberdade de imprensa e expressão. A raivosa ofensiva contra o Wikileaks mostra a hipocrisia dos ideólogos e políticos ianques.

O alvo não é apenas Assange, perseguido de forma implacável a pretexto de práticas sexuais ilegais, inclusive com uma “dissidente” cubana. Com apoio no imperialismo europeu, colocaram até a Interpol no encalço do fundador do site rebelde. Mas não ficaram nisto. Tentaram inviabilizar por todos os meios o próprio Wikileaks, pressionando o Amazon a retirá-lo do seu servidor e chantageando financiadores, entre outros meios.

Um império de mentiras

Deplorável é a forma com que nossa mídia hegemônica, que Paulo Henrique Amorim prefere chamar de Partido da Imprensa Golpista (PIG), reage ao golpe contra a liberdade de imprensa que as os EUA e outras potências capitalistas, ditas ocidentais, estão perpetrando. O tema não frequenta os editoriais nem desperta indignação no PIB, tão zelosa na defesa da mídia venezuelana, que esteve envolvida até o pescoço no fracassado golpe de abril de 2002 em Caracas, ou do jornal argentina Clarín, cujos proprietários cresceram à sombra da ditadura. Não se tem notícia de nenhuma palavra da chamada Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) em defesa da liberdade de imprensa.

O bordão (defesa da democracia e da liberdade de imprensa) funciona quando é do interesse do império e da mídia servil e o alvo é Cuba, Venezuela, Argentina ou Irã. Quando os segredos e os crimes do Estado imperialista são expostos a ordem é perseguir e calar quem divulga verdades inconvenientes. A diplomacia dos EUA é movida a mentiras (armas de destruição em massa no Iraque, por exemplo), tortura (Guantânamo e Abu Ghraib) e assassinatos. É hostil à verdade, incompatível com a verdadeira liberdade de imprensa e, tal como um vampiro, não resiste à luz do dia.

Da redação – Site www.vermelho.org.br

Leia também

• Julian Assange: Wikileaks merece proteção, não ameaças e ataques
• Assange: Procurado pelo império, morto ou vivo

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PURA CHATICE...SERÁ?

Estou cada vez mais chato, perco a paciência com muita facilidade. Acho que é chatice? ou será outra coisa? Agora nessa época, a maioria dos vestibulandos já sabem o resultado, se foram aprovados ou não. Tem algo que é insuportável, me causa uma aflição. Não posso ver nas casas dos vestibulados que foram aprovados, "aquela faixa"...aquela bendita faixa..."parabéns bixo", com o nome do "bixo" e seu respectivo curso e instituição. Isso é irritante, o que nós temos a ver se determinado indivíduo foi aprovado no vestibular? O que as demais pessoas que passam na rua tem a ver com isso? Essa faixa deveria estar dentro da casa e não exposta para a rua. Deveria estar dentro de casa, em razão que isso deva ser comemorado com a família e amigos próximos, o esforço dessa "conquista" deve ser lembrado pela família e não pelos outros. Entrar em uma universidade é "fácil", o difícil é sair dela. Impressionante, mas são poucas as faixas comemorando a saída de uma universidade (formação). Entrar para a universidade para alguns tornou-se sinônimo de status; mas...sair da universidade muitos não sabem o significado...muitos nunca saberão.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FASES E TEMPOS DE CADA "SER"

Existem fases...existem tempos, cada "ser" possui suas fases e seus tempos. É preciso entendê-los, acima de tudo compreendê-los, tirar lições...As fases e tempos nem sempre são originados pelo próprio indivíduo, são frutos de uma gama de interferências externas. As formas de agir, de pensar, de ser, nesses períodos de fases e tempos, às vezes são involuntários. È um período de aprendizagem, de avaliação. O silêncio não significa distância, mas sim presença; distância física, presença da alma. A solidão tende a ser um refúgio, para posterior aproximação. As fases e o tempos de cada indivíduo marcam o "ser" de cada um, a interpretação e a compreensão dos outros refletem a importância para com esse "ser". As fases e tempos não podem ser mensuradas por palavras, muito menos taxionomizadas como certas ou erradas. As fases e tempos apenas estão inseridas no contexto da complexidade humana, inferidas diretamente no "ser" e precisam ser digeridas por esse "ser", que infelizmente permeia uma sociedade composta de pré-conceitos e julgamentos nem sempre referentes ao real.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BOAS...MÚSICAS...PARA PENSAR....

Quem gosta de uma boa música indico o álbum de Almir Sater "7 sinais". As músicas contidas nesse álbum ajudam a refletir...a pensar, me ajudam sempre no momento que estou preparando meus peixes. Também indico músicas de outro grande músico, o gaúcho Nei Lisboa.